Quanto investir em segurança química?

Quanto investir em segurança química?

Os custos envolvidos na gestão e segurança química são enormes e muitas vezes tem-se dificuldade de avaliar se há algum retorno financeiro deste investimento, pois existem diversas legislações a serem cumpridas, além de fiscalizações e multas. Para responder é necessário que se entenda: (i) o processo de gestão do risco químico, (ii) quanta segurança é necessária na empresa, (iii) como gerenciar os produtos químicos, (iv) como avaliar o cumprimento das legislações. Então, mãos à obra.

Como chegamos ao cenário atual de obrigações legais e fiscalizações para a gestão do risco químico? Com a evolução da produção e consumo de compostos químicos e a utilização de energia nuclear para gerar eletricidade a partir do século XX, obteve-se avanço significativo nos processos tecnológicos e na adequação de instalações, facilitando a produção destas substâncias. Com isso, o número de indivíduos expostos a tais produtos também cresceu, principalmente entre os trabalhadores, o que gerou um aumento nas taxas de acidentes químicos e de doenças ocupacionais agudas e crônicas provocadas pelos mesmos.

Diante disso, o controle e a segurança dos processos tecnológicos para a fabricação de produtos químicos tornaram-se meta e surgiu a necessidade de serem desenvolvidos novos mecanismos para gerenciamento do risco de acidentes e exposições. Em 1986, por exemplo, no famoso desastre de Chernobyl, na Ucrânia, ocorreu o vazamento de neptúnio e césio, e estima-se que 8 mil pessoas morreram e cerca de 17 mil ainda poderão falecer nos próximos 70 anos em decorrência da exposição à radiação. De 1947 a 1984, acidentes químicos nos EUA, Japão, Itália e Índia também foram responsáveis pela morte de mais de 100 mil pessoas, além de outras 700 mil afetadas ou feridas.

Estes acontecimentos também ocorrem no Brasil. Para relembrar os mais recentes, um vazamento de gás em Suzano (SP), em 2013, matou uma pessoa e deixou outras 59 intoxicadas. Em Santos (SP), no ano passado, um incêndio de tanques de combustível demorou 15 dias para ser controlado, gerando um enorme impacto ambiental e prejuízo financeiro.

Os acidentes com substâncias químicas, além de provocarem grandes impactos ambientais, danos materiais às instalações e prejuízos de imagem e financeiros para a empresa, provocam ainda graves malefícios à saúde humana, já que, além de mortes e feridos, existe o risco de desenvolvimento de doenças futuras, que podem se propagar a várias gerações. Entres as causas de ocorrência deste tipo de acidente sempre estão o descuido com princípios básicos de manutenção, desconhecimento das características dos produtos químicos manuseados, falta de sinalização de tanques de armazenamento, (que podem gerar reações inesperadas quando produtos diversos são ali armazenados), falta de treinamentos específicos, etc.

Por isso, para que tais possibilidades sejam evitadas, urge a mudança de cultura, principalmente em relação à atitude negativa existente hoje quando falamos em Saúde e Segurança do Trabalho (SST). Tal atitude é muitas vezes decorrente da falta de conhecimento sobre as causas dos acidentes e doenças profissionais, o que leva à apatia e à inexistência de iniciativas na abordagem dessas questões, mesmo nos setores de alto risco.

A Segurança Química deve ser considerada forma de assegurar a proteção da saúde, da vida e das condições normais do ambiente, visando à utilização racional e consciente dos mesmos e com o controle das etapas do ciclo de vida dos produtos químicos. A Intertox, empresa referência em segurança química, concentra-se na gestão do risco químico, uma das mais significativas ferramentas para evitar acontecimentos catastróficos.

Esta importante solução, apresenta as seguintes etapas:

1ª) Mapeamento/diagnóstico da gestão do risco químico, de forma detalhada em todas as áreas da empresa que entram em contato de direto e indireto com os químicos. O processo produtivo é avaliado de forma a verificar quais as falhas e desvios e quanto aos documentos envolvidos na gestão de químicos, tais como PPRA, PCMSO, eSocial. Avaliam-se o nível de compreensão dos trabalhadores em relação aos riscos químicos envolvidos durante a atividade laboral e outros aspectos pertinentes.

2ª) Elaboração do plano de ação em conjunto com a empresa e proposição de melhorias no processo de gestão do risco químico, além do acompanhamento e implementação destas.

Objetivos da implementação da gestão do risco químico:

  1. garantir que os produtos químicos sejam desenvolvidos, produzidos, manipulados e comercializados com segurança e em conformidade com os requisitos legais;
  2. promover a saúde, segurança e proteção ao ser humano e meio ambiente;
  3. identificar, monitorar e controlar o risco químico e toxicológico.

Benefícios:

Os benefícios da implementação do programa para a empresa estão ilustrados na figura abaixo. Resumidamente são:

  1. fortalecimento de imagem positiva frente aos fornecedores, à opinião pública e mercado,
  2. cumprimento das legislações e ganho de liderança/imagem frente aos trabalhadores,
  3. prevenção de perdas e ganho econômico real.

A melhoria da segurança, da saúde e do meio ambiente de trabalho, além de aumentar a produtividade, diminui o custo do produto final, pois caem as interrupções no processo, o absenteísmo e os acidentes e/ou doenças ocupacionais.

Os produtos químicos sempre serão essenciais para a vida moderna e continuarão a ser produzidos e utilizados nos locais de trabalho. Por isso, é premente que os governos, organizações, empregadores e trabalhadores estabeleçam medidas para a implementação do gerenciamento seguro de produtos químicos a fim de obter um equilíbrio adequado entre os benefícios da utilização e das medidas de prevenç&at
ilde;o e controle dos possíveis efeitos adversos aos trabalhadores, locais de trabalho, comunidades e meio ambiente.

{loadmodule mod_convertforms,Convert Forms}

Quanto investir em segurança química?