Toxicologia in silico: a mudança de paradigma no gerenciamento do risco químico

O gerenciamento do risco químico é realizado em diferentes contextos para verificar a probabilidade de ocorrência de um dano, entre outras aplicações, pode ser usado em programas da empresa para priorizar ações de prevenção e correção, reduzindo sua  vulnerabilidade em afetar a saúde de trabalhadores, sociedade e ambiente. A toxicologia in silico oferece a base para a mudança do paradigma na avaliação de perigo de substâncias. No dia 30 de agosto, o especialista em gerenciamento do risco toxicológico da Intertox, Carlos Eduardo, ministrou aula sobre o assunto na faculdade de tecnologia da UNICAMP.

 

A Toxicologia é uma ciência preditiva, que determina os efeitos potenciais da substância, do homem, as populações e ecossistema.  A metodologia in silico é um novo avanço da Toxicologia no contexto da avaliação e predição da toxicidade. Este novo conjunto de abordagens metodológicas, baseado em modelos computacionais que incorporam o conhecimento sobre REA (Relação Estrutura-atividade), QSAR (Quantitative Structure-activity Relationship), estatística, e todo conhecimento sobre toxicidade adquirido em estudos de avaliação da toxicidade, visa uma maior custo-efetividade e racionalização em experimentação animal nos testes toxicológicos. Tal perspectiva abre novos rumos para a indústria no gerenciamento dos riscos, com redução de custos e racionalização de testes com animais.

Quando o enfoque é a saúde humana, a toxicologia se ocupa em determinar a toxicidade aguda da substância, potencial de corrosão e irritação da pele e lesões oculares, se a substância causa sensibilização respiratória ou da pele, e outros estudos crônico como o potencial de causar mutagenicidade em células germinativas, carcinogenicidade, toxicidade à reprodução e lactação, toxicidade sistêmica a órgãos-alvo em exposição única ou repetidas. Tais conhecimentos são fundamentais na Análise e Gerenciamento do Risco.

A questão é que a humanidade não possui dados toxicológicos sobre todos os compostos sintetizados e comercializados, Segundo o Chemical Abstracts Service (CAS) o homem registrou mais de 60 milhões de compostos químicos, sendo que 49 milhões são compostos químicos comercialmente disponíveis, apenas 300 mil tiveram algum tipo de regulamentação. Diante do célere ritmo de produção química, estabeleceu-se um novo paradigma para Avaliação da Toxicidade.

Esse paradigma é a toxicologia in silico, um avanço muito mais toxicológico do que computacional. Sua perspectiva é que dentre um grupo de moléculas, seja selecionada aquela que traga os benefícios esperados, com o menor grau de preocupação para o homem e para o meio ambiente. Sua filosofia é aquela que a humanidade atentou-se um tanto tarde, a de se buscar antecipadamente contrabalançar o valor e o impacto de uma molécula para o homem e a vida na terra.

A InterTox, sendo uma empresa do conhecimento, e que o faz pela busca, pela inovação, e pelo acompanhamento do que existe up to date na Ciência focada no benefício da sociedade; possui diversos profissionais vinculados às Ciências Toxicológicas e vem desenvolvendo sólida expertise no âmbito da Toxicologia In Silico,  ficando aberta para discutir, dialogar e atender as potenciais necessidades de seus clientes nesse contexto.

 

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