Intertox realiza reunião técnica sobre a Toxicologia In Silico

A equipe InterRisk que é a unidade de Gerenciamento de Risco Toxicológico da InterTox, se reúne quinzenalmente para reunião técnico-científica com intuito de atualizar e aprofundar o conhecimento dos membros em determinadas facetas da Toxicologia.

O tema a ser discutido em cada reunião tanto pode ser apresentado por um membro da equipe quanto por um especialista convidado na forma de seminário. Tal prática faz parte do programa permanente de crescimento contínuo de cada analista de risco do grupo.

O tema da última semana foi um assunto que tem sido ampla e mundialmente discutido no meio científico: a Toxicologia In Silico. Esse novo avanço da Toxicologia, designado por muitos autores como o estado-da-arte da Toxicologia, incorpora os avanços em modelagem computacional e matemática (inclusos QSAR, REA, entre outras) com o conhecimento toxicológico.

As ferramentas da Toxicologia In Silico ou Computacional são atualmente desenvolvidas e recomendadas por organizações como USEPA - United States. Environmental Protection Agency, ECHA - European Chemicals Agency (REACH), OECD - Organisation for Economic Co-operation and Development, entre outras.

in silico toxicologiaTransição da toxicologia

A Toxicologia que conhecemos, e que outrora era estritamente observacional, passa a ter uma linha cada vez mais preditiva, surgindo a Toxicologia Preditiva. Essa nova abordagem abre uma série de possibilidades para o setor de produção química e possibilita, de maneira custo-efetiva (“máximo de resultados com o mínimo de custos”):

 

-Avaliação de substâncias pela estrutura química sem utilização de animais;

-Seleção e o desenvolvimento de substâncias de menor preocupação para o meio ambiente e para a saúde humana;

-Obtenção de relatórios de toxicidade mais completos para fins de registro segundo o Guidance Document on the validation of Quantitative Structure-Activity Models” da OECD;

-Avaliação de grandes grupos de candidatos de maneira custo-efetiva;

-Racionalização da utilização animal no processo de avaliação toxicológica;

-Complementação e direcionamento de estudos de avaliação da toxicidade;

-Conhecimento em relação ao potencial de perigo de substâncias ainda não avaliadas quanto a determinados endpoints, especialmente para a definição de processos de produção e utilização;

-Entre outras.

Ao contrário do que pode ser interpretado em uma análise imediatista, a metodologia in silico não visa extinguir os testes tradicionais com animais, mas sim complementá-los, tanto numa pré-avaliação (facilitando a priorização dos ensaios e a racionalização animal), como numa pós-avaliação (avaliando outros diferentes endpoints, além dos biologicamente testados). Para saber mais sobre o contexto e possibilidades da Toxicologia In Silico, acesse o artigo da RevInter “Toxicologia in silico: uma nova abordagem para a análise do risco químico”.

A InterTox, sendo uma empresa do conhecimento, e que o faz pela busca, pela inovação e pelo acompanhamento do que existe up to date na Ciência focada no benefício da sociedade; possui inúmeros profissionais vinculados às Ciências Toxicológicas e vem desenvolvendo sólida expertise no âmbito da Toxicologia In Silico, e encontra-se aberta para discutir, dialogar e atender as potenciais necessidades de seus clientes nesse contexto.

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