Apenas para que se poupe polêmica, sem enveredarmos pelas teses da Ecologia Profunda, fiquemos com a pura lógica (inteligente) capitalista, pois basta só isso mesmo, numa análise verdadeiramente competente, numa moldura de planejamento estratégico científico, para que se compreenda e absorva, sem tergiversações, que os recursos ambientais, mais do que nunca, precisam ser incorporados à lógica do dimensionamento econômico-financeiro da produção e do consumo. Não pode haver produção, em qualquer um dos segmentos da economia, independente dos subsídios ambientais. Portanto, sem a consequente administração destes, não chegaremos muito longe em nosso atual padrão de vida social. Assim, elementos mínimos de gerenciamento ambiental já deveriam estar devidamente absorvidos na lógica produtiva, ainda que, aparentemente (mas é só aparentemente e numa visão curta) preços aumentem num primeiro momento. Por exemplo, algumas poucas iniciativas, dentre outras:
Leia mais: SUSTENTABILIDADE: Entenderemos um dia que o meio ambiente (recursos naturais) é um insumo...Não é preciso curso de pós-graduação para que qualquer um perceba, se se der a pensar, que ainda não existe a fórmula mágica para o ‘ crescimento’ interminável da economia e sua humanidade... Há séculos que esse crescimento tem sido tomado como abastança de bens materiais, riquezas sólidas, e sua fruição, só isso. O planeta Terra é finito, e ainda não temos (teremos?) tecnologia para trazer bens de outros corpos celestes. O que fazer quando tudo estiver acabando? Mudaremos as tecnologias de produção e consumo antes? As sociedades se adaptam? Nada disso acontecerá de chofre, os processos são paulatinos? O planeta tem homeostase de sobra para se desintoxicar? O catastrofismo é libelo dos chatos? O progresso e o desenvolvimento são inclusivos e democratizantes? São muitas as perguntas, não é mesmo, e outras tantas podem facilmente ser entabuladas. Temos também contribuído para a questão com algumas reflexões, como Shopping Center – Centro de Consumo Totêmico: pressão de risco à sustentabilidade e Endossustentação para a sustentabilidade.
Um tanto de esclarecimento a tal cipoal seguramente pode ser encontrado nas páginas do Estado do Mundo 2010 - Transformando Culturas Do Consumismo à Sustentabilidade.
A equipe InterRisk que é a unidade de Gerenciamento de Risco Toxicológico da InterTox, se reúne quinzenalmente para reunião técnico-científica com intuito de atualizar e aprofundar o conhecimento dos membros em determinadas facetas da Toxicologia.
Leia mais: Intertox realiza reunião técnica sobre a Toxicologia In SilicoO mercado de embalagens para alimentos tem passado por processo de célere desenvolvimento nas últimas décadas. A importância em se estabelecer um controle eficiente sobre os inúmeros componentes associados à fabricação de materiais que entram em contato com alimentos, bem como o perfil de segurança de tais materiais, necessita de atenção especial, uma vez que as substâncias empregadas podem migrar para os alimentos, representando potenciais riscos à saúde.
No contexto de substâncias potencialmente presentes em alimentos, organizações internacionais realizam avaliações de risco, com o objetivo de estabelecer segurança, condições de uso e limites considerados aceitáveis. O comitê científico das Nações Unidas e da Organização Mundial de Saúde (OMS), Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives (JECFA), é responsável pelos trabalhos de Avaliação de Segurança/Risco no contexto de alimentos, e, publica periodicamente monografias e relatórios toxicológicos com resultados das avaliações, cabendo a cada país atualizar suas listas permissivas e seus padrões de segurança.
Apesar das muitas ações regulatórias instituídas em muitos países nas últimas décadas, muitas destas ações focam apenas nos poluentes já no final da cadeia (final do processo de fabricação), como no caso das ações voltadas para o controle de emissões e de reciclagem. Além de se avaliar o ciclo produtivo de maneira integral, é também imprescindível explorar as possibilidades de produzir e desenvolver produtos sustentáveis (no início do ciclo produtivo), sendo a Toxicologia In Silico a ciência que fornece as ferramentas computacionais e o todo o conhecimento necessário para a pré-avaliação e seleção de moléculas de menor preocupação para o meio ambiente e para a saúde, sem a utilização de animais e com redução de custos. Desta forma, a seleção de moléculas sustentáveis já no início da cadeia produtiva, certamente, com maior impacto positivo em longo prazo.
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