Alterações nas águas dos rios provocadas por atividade humana

Alterações nas águas dos rios provocadas por atividade humana

As atividades humanas vêm acelerando as alterações no ciclo de carbono dos rios é o que conclui o grupo de pesquisas liderado por Sujay S. Kaushal em artigo publicado no Jornal Científico Environmental Science and Tecnology em julho de 2013 com base em resultados de estudo que avaliou a alcalinidade por bicarbonato em 97 pontos fluviais cobrindo uma área de drenagem de 260.000 km2.

A equipe observou aumento significativo da alcalinidade em 62 dos 97 pontos analisados, sendo que nos pontos restantes não houve evidencia de declínio. Mais de 50% dos pontos analisados mostrou também um aumento na concentração de cálcio, produto, assim como o bicarbonato, decorrente de eventual desgaste natural e que também modifica o pH natural.

O aumento da alcalinidade em muitos rios americanos sugere a aceleração da taxa de desgaste natural por intemperismo devido à interferência antrópica e poluição evidenciada pelas chuvas ácidas, em adição aos impactos por processos de mineração e mau uso do solo. Este aumento traz graves implicações incluindo modificações na dureza da água e na salinização da água potável, com alterações na troca de CO2 na interface ar-água, acidificação dos mares costeiros, e influencia da disponibilidade do bicarbonato no declínio da produtividade primária.

 

As alterações no pH e outros parâmetros da qualidade da água, com seus desfechos ecotoxicológicos, podem também provocar impacto na sua aceitabilidade para fins de consumo humano, já que a presença de algumas espécies químicas podem alterar as propriedades organolépticas (ex: odor, sabor) e o perfil microbiológico, aspecto que ganha relevância para a saúde pública, sobretudo com a preocupação em diversos países referente a escassez de água potável tanto em curto como em longo prazo.

 

A Organização Mundial de Saúde publicou recentemente o relatório de planejamento estratégico “Water Quality and Health Strategy 2013-2020”, em que é estabelecido entre os objetivos, facilitar e promover a gestão da qualidade dos recursos hídricos para proteção da saúde pública, incluindo maior acompanhamento na monitoração da qualidade das águas e verificação do impacto das intervenções antrópicas. 

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